Boletim da Covid-19 nos quilombos do Pará

A Malungu e o Núcleo Sacaca/Ufopa divulgam o novo boletim da Covid-19 nos quilombos do Pará, com 35 novos casos confirmados, 12 novos casos suspeitos e 1 novo óbito provocados pela doença. Sem apoio de órgãos oficiais de saúde, este boletim depende exclusivamente de informações fornecidas diariamente pelas próprias comunidades quilombolas. Por favor, nos informe qualquer tipo de ocorrência relacionada à Covid-19 na sua comunidade para que possamos continuar exigindo políticas de saúde para a população quilombola. Última atualização do dia 24 de abril de 2021.

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Novo boletim da Covid-19 nos quilombos do Pará

A Malungu e o Núcleo Sacaca/Ufopa divulgam o novo boletim da Covid-19 nos quilombos do Pará, com 15 novos casos confirmados, 10 novos casos suspeitos e 2 novos óbitos provocados pela doença. Sem apoio de órgãos oficiais de saúde, este boletim depende exclusivamente de informações fornecidas diariamente pelas próprias comunidades quilombolas. Por favor, nos informe qualquer tipo de ocorrência relacionada à Covid-19 na sua comunidade para que possamos continuar exigindo políticas de saúde para a população quilombola. Ultima atualização do19 de abril de 2021.


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Prévia de quilombolas no estado Pará

No último dia 06 de abril, a Malungu encaminhou para a Secretária de Saúde do Pará – SESPA e a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas – CONAQ, um relatório prévio dos levantamentos populacionais de quilombolas e de comunidades quilombolas existente no Estado do Pará. Ao todo o documento registra 48 municípios totalizando 309 comunidades quilombolas; já encaminharam dados populacionais. Ainda faltam mais de 100 comunidades serem contabilizadas.

O levantamento parcial totalizou 146.816 quilombolas. Ressalta-se a necessidade de contabilizar ainda os quilombolas residentes em Belém e outras cidades paraenses. A pandemia causada pelo novo corona vírus, vem causando vários problemas nos territórios quilombolas da Amazônia paraense e acirrando centenas de situações indesejadas, que são historicamente vivenciadas pelas comunidades em toda região.

Na maioria das vezes esses problemas são associados ao racismo estrutural reinante na sociedade brasileira, que afeta por exemplo, investimentos estratégicos para essas comunidades por parte do poder público. Ausência de informações sobre essa população, inexistência de dados populacionais, somados a falta de vontade política, vem dificultando a vida das famílias em todo o estado.

Como resposta à ausência de dados oficiais sobre a ocorrência de casos de covid 19 entre os quilombolas e dados da população, a Coordenação das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Pará – Malungu e o Núcleo de Estudos Interdisciplinares em Sociedades Amazônicas, Culturas e Ambientes da Universidade Federal do Oeste do Pará -Sacaca/UFOPA, vêm produzindo boletins epidemiológicos da Covid-19 desde a chegada da pandemia ao estado, em março/2020.

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Boletim da Covid-19 nos quilombos do Pará.

A Malungu e o Núcleo Sacaca/Ufopa divulgam o novo boletim da Covid-19 nos quilombos do Pará, com 5 novos casos confirmados, 6 novos casos suspeitos e 2 novos óbitos provocados pela doença. Sem apoio de órgãos oficiais de saúde, este boletim depende exclusivamente de informações fornecidas diariamente pelas próprias comunidades quilombolas. Por favor, nos informe qualquer tipo de ocorrência relacionada à Covid-19 na sua comunidade para que possamos continuar exigindo políticas de saúde para a população quilombola. Atualização: 24/03/2021.


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Monitoramento da Covid-19 nos quilombos do Pará.

Após quase um ano de intenso trabalho aplicado ao monitoramento da Covid-19 nos quilombos do Pará, que deveria ser realizado pelo Estado, a Malungu e o núcleo Sacaca/Ufopa seguem aperfeiçoando os métodos de coleta, organização e comunicação das informações que precisam chegar a nossas comunidades. Hoje lançamos um novo modelo de boletim, destacando o número de casos novos e casos acumulados. Com isso, queremos alertar as comunidades que os casos vêm aumentando diariamente e é preciso reforçar o cuidado com o povo quilombola.

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Nossas anciãos resistem

            Neste breve texto vamos contar história de uma mulher que tem mais de um século de vida. Mantem firme força e resistência de nosso povo.

            A quilombola, Benedita Ramos Valadares, é a mais antiga da Comunidade Cacoal, Moju, Pará, Brasil, sua mãe já morta, Maria Antônia Valadares. Benedita nasceu no dia 25 de maio de 1911, tem 4 filhos; 3 homens e 1 mulher, 8 netos, 12 bisnetos e 3 tataranetos. Viúva a anos.

            Dona Benedita, Mulher, leva vida bem ativa, pela idade que tem, com 109 anos, ainda resisti fazendo suas poucas atividades que lhe permitido por causa da idade, tomou as duas doses da vacinada contra a Covid- 19, tem dificuldade de ver e ouvir. Gosta de acordar sedo, toma café da manhã, para visita as vizinhas mais próxima, ela mesmo faz questão de lavar suas roupas e ainda arrisca capinar o quintal, sempre presente nas reuniões da associação da comunidade, contando suas histórias de uma mulher que vive mais de um século. Para os quilombolas de sua comunidade “ela é um exemplo de força e resistência”.

            Essa força era mostrada até uns três anos atrás, onde lavava roupa no Igarapé, o que deixava todos preocupados, ao ponto de não permiti sua ida ao igarapé, por causa do medo de sofrer acidentes. O que deixou aborrecida, certamente para dona Benedita ir ao igarapé não era somente lavar suas roupas, mas poder relembrar todos os momentos que viveu.

 Para nos quilombolas e muito importante registrarmos a existência de dona Benedita aos 109 anos, pessoas como ela raramente passam dos 80 principalmente pela falta de assistência, nunca temos acesso a nada principalmente a um atendimento a saúde.

            Os quilombolas de Cacoal, desde começo da Pandemia restringiram a entrada no território, medida de isolamento social, e a família de Benedita não recebia ninguém de fora da comunidade. Neste período de um ano ficou difícil controlar a visita dela para os amigos. No fim de janeiro Benedita saiu do Quilombo para fazer uma consulta e ficou esperando a vacina, na capital do estado Belém, no dia 27 de fevereiro retornou para a comunidade imunizada.

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Dia da mulher: O protagonismo das mulheres quilombolas


Por: Mayara Abreu
Dia de dizer que as vozes da mulheres nunca serão silenciadas.

No dia em que se comemora a luta e resistência das mulheres contra a desigualdade salarial, machismo, violência, entre outras, percebe-se que, ser mulher e principalmente ser uma mulher quilombola ainda é sinônimo de luta constante diante do cenário machista enraizado na sociedade.
O dia internacional da mulher dá ênfase não apenas á luta, mas principalmente á importância da figura feminina nos mais diversos seguimentos da sociedade.


A mulher quilombola tem ao longo da sua história função de protagonista, sempre foi e continua sendo o pilar no processo de luta.
Nos quilombos as mulheres sempre se descataram em relação às organizações e conquistas, como por exemplo, Dandara dos Palmares, Tereza de Benguela, Anastácia entre outras.


Historicamente, os territórios quilombolas sempre foram espaços e cenários de grandes referências femininas, tanto no meio social, econômico e também político.
Hoje, não é diferente, as mulheres continuam ganhando força e deixando seus nomes registrados na história.
Valéria Carneiro, mulher preta do quilombo de Pau-furado , Salvaterra, Marajó, Coordenadora estadual da Malungo e do Coletivo de Mulheres da Conaq, faz uma análise sobre o atual governo e sobre o protagonismo feminino.


“Nós mulheres, sempre fomos quem mais sofremos os ataques desse país machista e racista. Nossos direitos nunca foram dados e sim conquistados. Ter um presidente que antes mesmo do mandato já se referia as mulheres como um objeto, não poderíamos esperar que fosse diferente. Por outro lado, ter mulheres ocupando espaços de poder, significa ter representatividade de uma parcela da população marcada por um passado de inúmeras discriminações”. A mulher quilombola é sinônimo de resistência permanente.

Pois elas lutam não somente pelas suas vidas, mas também lutam por territórios, direitos, saúde, educação e compõe grande parte da força política no Brasil e no mundo.


Vítimas das mais diversas formas de opressão, as mulheres contudo, surgem como protagonistas dentro de casa, no mercado de trabalho, na sociedade e dentro de si mesmas.


O protagonismo é da mulher, mas a luta deve ser coletiva. O 08 de março não pode se tornar uma data comemorativa, mas sim de conscientização. Dia de dizer que as vozes das mulheres nunca serão silenciadas.


“Continuaremos em protesto e em busca por justiça, por tantos feminicídios, por todas que lutam para colocar o pão na mesa, por todas que sofrem abuso sexual e por todas que infelizmente ainda são violentadas” concluiu Valéria.


http://conaq.org.br/noticias/dia-da-mulher-o-protagonismo-das-mulheres-quilombolas/