Comunidades tradicionais participam de debate sobre Hepatites Virais

Lideranças de comunidades quilombolas, assentadas, indígenas, ribeirinhas e representantes do Fórum Paraense de DST/AIDS/HIV estiveram reunidos nesta terça-feira, 25, na sede do Grupo Paravidda, participando de uma série de palestras e debates sobre métodos de prevenção e tratamento contra Hepatites Virais, cujos casos estão sob a vigilância da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), em parceria com o Ministério da Saúde.

O evento foi organizado pela Coordenação Estadual de Saúde Indígena e Populações Tradicionais, em parceria com a Coordenação Estadual de Hepatites Virais, ambas da Sespa, e destinado a esse público por estar entre os mais suscetíveis à doença. A programação contou com a participação da coordenadora estadual de Imunizações, Jaíra Ataíde, que representou o secretário de estado de Saúde Pública, Hélio Franco; da coordenadora estadual de Saúde Indígena e Populações Tradicionais, Tamar Monteiro, e da coordenadora estadual de Hepatites Virais, Cisalpina Cantão.

Doença – As hepatites virais são doenças silenciosas que afetam o fígado, transmitidas através do sangue e de relações sexuais não protegidas. Para prevenir possíveis casos, a Sespa, em parceria com o Ministério da Saúde, repassa às secretarias municipais de Saúde as doses da vacina e também testes rápidos de HIV/Aids. Outra frente de trabalho é o Plano Estadual que está sendo executado no Pará pela Coordenação Estadual de Hepatites Virais, para diagnosticar e tratar das populações atingidas principalmente pela hepatite B e C, que são a principal preocupação dos profissionais da área.

Jaíra Ataíde, coordenadora estadual de Imunizações, que atua no combate e tratamento das Hepatites Virais com a realização de campanhas de vacinação, lembrou a importância da sociedade organizada estar unida para melhorar a atenção primária.  Teste – Nos últimos dois anos, a Coordenação Estadual de Hepatites Virais, em parceria com o Ministério da Saúde, já realizou 16 mil testes rápidos no Pará. Já o tratamento, contra a doença é feito na Fundação Santa Casa de Misericórdia, referência nesse tipo de atendimento, e nos hospitais João de Barros Barreto, de ClínicasGaspar Vianna e UREDIPE. Nos municípios, a Sespa conta com o suporte dos polos de atendimento nos municípios de Tucuruí, Marabá, Santarém, Paruapebas e Altamira, além de Belém.

Plano – O Plano Estadual da Sespa tem por finalidade atingir o maior número de populações vulneráveis. Na Ilha do Marajó foram realizados 6.665 testes rápidos; em Belém e Redenção 4334, e nas aldeias indígenas 671. Além disso, as comunidades quilombolas de Arapixi e Guanhão, no município de Chaves, no Marajó, também foram visitadas.

Aumentar a cobertura vacinal, principalmente em gestantes e populações vulneráveis; conscientizar cada vez mais a população em geral sobre a prevenção às Hepatites Virais; contribuir para a política de implantação do transplante hepático no Estado do Pará e descentralizar o atendimento para melhorar a qualidade de vida da população são os principais desafios no combate às Hepatites Virais.

TEXTO:
Demétrio Beltrão-Sespa

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