Consepe aprova edital para seleção de indígenas e quilombolas

O Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal do Pará (Consepe/UFPA) aprovou as regras do edital referente ao Processo Seletivo Especial (PSE) 2015 – destinado à seleção diferenciada dos candidatos indígenas e quilombolas que desejam concorrer às vagas nos cursos de graduação presenciais, bem como para o curso em Etnodesenvolvimento, bacharelado e licenciatura, ofertado em Altamira. A deliberação ocorreu nesta segunda-feira, 1º de setembro, durante reunião realizada na Secretaria-Geral (Sege).

Características – Ao todo, serão ofertadas quatro vagas a mais para cada curso de graduação presencial da UFPA, na capital e no interior – duas, para quilombolas, e duas, para indígenas –, totalizando 640 vagas. Para o curso em Etnodesenvolvimento, bacharelado e licenciatura, são 45 vagas. As provas do PSE 2015 serão realizadas em Abaetetuba, Altamira, Belém, Cametá e Soure.

Não será cobrada taxa de inscrição no PSE 2014-7. No entanto o candidato precisa gerar e imprimir o boleto para comprovar a inscrição. O processo deve ser feito por meio do site do Centro de Processos Seletivos (Ceps). As inscrições serão admitidas a partir das 14h do dia 8 de setembro de 2014, às 22h do dia 1º de outubro de 2014, observado o horário de Belém.

Mudança – A professora Jane Felipe Beltrão, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), propôs algumas alterações no edital apresentado pela Comissão Permanente de Processos Seletivos (Coperps) – da qual, a pró-reitora de Graduação, Maria Lúcia Harada, é presidente. A principal delas diz respeito à retirada da prova objetiva do certame, uma vez que poderia se tratar de um impedimento para a inclusão das populações tradicionais na comunidade acadêmica. “Para que se caracterize, de fato, como uma política de ação afirmativa, o Processo Seletivo Especial precisa atender às demandas das comunidades”, comentou. “É previsto em lei uma educação intercultural, isto é, proposta pelas próprias comunidades tradicionais. Então, não se justifica a manutenção de uma prova objetiva de Conhecimentos Gerais, sendo que o conteúdo cobrado nesse exame não será correspondente à educação básica que eles tiveram.”

O reitor Carlos Maneschy acatou o pedido de retirada da prova objetiva, considerando a autonomia das comunidades tradicionais em expressar como devem e como desejam ser avaliadas. “Talvez a prova objetiva fosse uma régua inadequada para medir o conhecimento dos candidatos”, refletiu. Portanto, o PSE 2014-7 consistirá de apenas duas etapas: Redação em Língua Portuguesa e Entrevista.

Referência – De acordo com a professora Jane Beltrão, a UFPA é a única instituição da Pan-Amazônia que acolhe os povos tradicionais sem diferenciação de local. Aliás, Beltrão tornou-se uma das referências no assunto. Em parceria com os professores Zélia Amador de Deus e José Claudio Monteiro de Brito Filho, foi responsável pela formulação das propostas de políticas afirmativas adotadas pela UFPA. Além de orientar diversos indígenas estudantes na pós-graduação, a professora também coordena o Programa de Políticas Afirmativas para Povos Indígenas e Populações Tradicionais (PAPIT).

Texto: Thaís Braga – Assessoria de Comunicação da UFPA
Foto: Alexandre Moraes

Fonte: http://www.portal.ufpa.br/imprensa/noticia.php?cod=9439

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