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Nota de Repúdio da Coordenação das Associações das Comunidades Quilombolas do Pará – Malungu contra o despejo das famílias do Quilombo Sítio Conceição, em Barcarena – PA.

Nós, quilombolas do Pará, repudiamos veementemente a ação de despejo violenta e extremamente racista promovida pela Prefeitura de Barcarena com apoio da Polícia Civil do Pará, representando retrocesso e violação do direito constitucional de acesso e posse à terra e ao território pelas comunidades quilombolas brasileiros. Neste sentido, é importante destacar que o STF já se posicionou quanto a proibição de despejo de famílias quilombolas no período de pandemia, e mesmo com todo posicionamento da Suprema Corte, ainda assim tal ação foi referendada pela Justiça do Pará. Portanto, repudiamos veementemente também a ação do juiz de primeiro grau que concedeu liminar de imissão na posse a favor da Prefeitura e contra a comunidade quilombola Sítio Conceição, derrubando as casas de 4 famílias, que agora se encontram desabrigadas e a quem é negado o direito sagrado à moradia.

Destacamos ainda que não foi possível estabelecer diálogos com os agentes públicos no sentido de resguardar os direitos sociais das famílias no que tange às suas moradias e resguardo de suas dignidades humanas.

Portanto, gritamos nosso repúdio diante da violação dos direitos dos cidadãos quilombolas atingidos violentamente pela ação do Estado em Barcarena e nos posicionamos publicamente contra essa arbitrariedade e exemplo de barbárie e racismo institucionalizado contra o nosso povo, pois como pessoas de Ubuntu, o que atinge a um/uma de nós, atinge a TODOS e TODAS NÓS!

A Malungu e o Terra de Direito estão acompanhando todo o processo em Barcarena das 5 comunidades, com atuação fazendo as peças e as petições necessárias para combater as irregularidades e indignidades cometidas pelos poderosos deste município.

A ação viola recentes decisões do Supremo Tribunal Federal que determinaram a suspensão da tramitação de processos que tenham risco de reintegração de posse de comunidades quilombolas – que faz parte da Arguição de Descumprimento Fundamental (ADPF) 742 – e processos com ordens ou medidas judiciais de desocupação de áreas urbanas e rurais habitadas antes da pandemia da covid-19, ementa cautelar da ADPF 828.

Saudações quilombolas!


É com muita alegria que convidamos a todxs a conhecer o podcast “pode um/a mestre/a de
samba de cacete falar?”,
A produção reúne vozes marcantes de mestres e mestras do Samba de Cacete de Igarapé￾Preto, quilombo localizado na fronteira que Une os municípios de Baião-PA e Oeiras-PA e conta como se deu a relação deles e delas com essa grande manifestação cultural dentro do território. A construção deste projeto se deu a partir da reflexão sobre como nossos mestres e mestras negros/as e quilombolas, no coração da Amazônia, são invisibilizados e desvalorizados ao longo de suas jornadas, mesmo com suas vidas inteiras dedicadas ao fazer da cultura, tem suas vozes abafada pelo projeto colonial que supervaloriza as manifestações culturais eurocêntricas e apaga as manifestações afrobrasileiras e
quilombolas.

Segue o link para ouvir o podcast:
Spotify:
https://open.spotify.com/episode/3CBnwjG4z85Y6CfIgIbgBr?si=MPSUbv0qRCuX88sIbJ33GA&utm_source=copy-link&dl_branch=1

YouTube:
https://YouTube: https://youtu.be/zRWxdBP3ey4

SPOT 3 Manter os cuidados em prol dos não vacinados/as /es.


Com Vida nos Quilombos é um projeto de apoio às comunidades quilombolas de Barcarena, no Pará, para produção de conteúdos de comunicação voltados para o combate à desinformação sobre a pandemia da covid-19 e sobre a vacinação.
O projeto realizou oficinas para debater as realidades das comunidades e levantar temas que afetam os territórios quilombolas. A primeira oficina tratou sobre fake news e checagem de informações; a segunda oficina foi sobre Produção de pautas e Estratégias de Divulgação; em seguida, os participantes se dividiram em grupos para elaboração de vídeo, spots radiofônicos e cartazes digitais. Como resultado das oficinas, foram produzidas seis peças comunicacionais de cunho educacional e informativo.
Implementado pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil, com apoio da Internews, participaram do projeto as comunidades quilombolas São Sebastião de Burajuba, Gibrié de São Lourenço, Sítio São João, Sítio Conceição e Ramal do Cupuaçu, além da parceria com a Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Pará – Malungu, Centro de Estudo e Defesa do Negro no Pará (Cedenpa) e Movimento Afrodescendente do Pará Mocambo.

#vidasquilombolasimportam

#quilombo

#vacinasalva

SPOT 2 Mesmo após a Vacina, manter os cuidados.


Com Vida nos Quilombos é um projeto de apoio às comunidades quilombolas de Barcarena, no Pará, para produção de conteúdos de comunicação voltados para o combate à desinformação sobre a pandemia da covid-19 e sobre a vacinação.


O projeto realizou oficinas para debater as realidades das comunidades e levantar temas que afetam os territórios quilombolas. A primeira oficina tratou sobre fake news e checagem de informações; a segunda oficina foi sobre Produção de pautas e Estratégias de Divulgação; em seguida, os participantes se dividiram em grupos para elaboração de vídeo, spots radiofônicos e cartazes digitais. Como resultado das oficinas, foram produzidas seis peças comunicacionais de cunho educacional e informativo.
Implementado pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil, com apoio da Internews, participaram do projeto as comunidades quilombolas São Sebastião de Burajuba, Gibrié de São Lourenço, Sítio São João, Sítio Conceição e Ramal do Cupuaçu, além da parceria com a Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Pará – Malungu, Centro de Estudo e Defesa do Negro no Pará (Cedenpa) e Movimento Afrodescendente do Pará Mocambo.

#vidasquilombolasimportam

#quilombo

#vacinasalva

SPOT 1 – Manter cuidados de combate a covid-19.


Com Vida nos Quilombos é um projeto de apoio às comunidades quilombolas de Barcarena, no Pará, para produção de conteúdos de comunicação voltados para o combate à desinformação sobre a pandemia da covid-19 e sobre a vacinação.


O projeto realizou oficinas para debater as realidades das comunidades e levantar temas que afetam os territórios quilombolas. A primeira oficina tratou sobre fake news e checagem de informações; a segunda oficina foi sobre Produção de pautas e Estratégias de Divulgação; em seguida, os participantes se dividiram em grupos para elaboração de vídeo, spots radiofônicos e cartazes digitais. Como resultado das oficinas, foram produzidas seis peças comunicacionais de cunho educacional e informativo.


Implementado pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil, com apoio da Internews, participaram do projeto as comunidades quilombolas São Sebastião de Burajuba, Gibrié de São Lourenço, Sítio São João, Sítio Conceição e Ramal do Cupuaçu, além da parceria com a Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Pará – Malungu, Centro de Estudo e Defesa do Negro no Pará (Cedenpa) e Movimento Afrodescendente do Pará Mocambo.

#vidasquilombolasimportam

#quilombo

#vacinasalva

UFRA aprova Resolução que institui reserva de vagas para indígenas e quilombolas nos seus cursos de Graduação

UFRA aprova Resolução que institui reserva de vagas para indígenas e quilombolas nos seus cursos de graduação Hoje, 02 de agosto, a Universidade Federal Rural da Amazônia – UFRA, por meio do Conselho Superior de Administração – CONSAD, aprovou, “ad referendum”, a Resolução n°.481, que institui a reserva de 02 (duas) vagas suplementares para indígenas e 02 (duas) vagas suplementares para quilombolas, por curso e turno de graduação.
Essa é uma vitória coletiva dos movimentos indígenas e quilombolas que, por intermédio de suas entidades representativas, como a FEPIPA, APYEUFPA, CONAQ, MALUNGU e ADQ-UFPA, provocaram o debate junto a referida Universidade.A UFRA já está trabalhando a aprovação do Edital para a realização do primeiro Processo Seletivo Especial para Indígenas e Quilombolas (PSEIQ), para ingresso em 2022.
#nenhudireitosamenos

#vivaaluta

#quilombolas

Boletim da Covid-19 nos quilombos do Pará

Card: Gabriel


A Malungu e o Núcleo Sacaca/Ufopa divulgam o novo boletim da Covid-19 nos quilombos do Pará, com 3 novos casos confirmados. Sem apoio de órgãos oficiais de saúde, este boletim depende exclusivamente de informações fornecidas diariamente pelas próprias comunidades quilombolas. Por favor, nos informe qualquer tipo de ocorrência relacionada à Covid-19 na sua comunidade para que possamos continuar exigindo políticas de saúde para a população quilombola. Atualização: 08/07/2021.
Tel/whatsapp: (91) 99211-5822

#CompartilheInformação

#CompartilheSaúde

#vidasquilombolasimportam

#quilombolas

#SACACA

#artigo19

#malungu

Já temos Processo Seletivo Especial para Quilombolas e Indígenas.

As lutas são constantes neste período principalmente para garantia de direitos dos povos da Amazônia, em especial os Quilombolas e Indígenas. A nossa luta como Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Pará – MALUNGU é que nenhum direito a menos, falte para os quilombolas.

A MALUNGU parabeniza a UFPA que é sensível as lutas dos povos quilombola e indígina do estado do Pará, reconhecendo os direitos dos remanescentes, atendendo a solicitação feita pela MALUNGU no dia 31 de maio 2021, pedindo a realização do PSE, em trecho do texto dizia que: “não realização do PSE quilombola feriria “a ferro e fogo” esse direito instituído pela RESOLUÇÃO Nº 4.309, DE 27 DE AGOSTO DE 2012, como política de ação afirmativa benéfica às nossas comunidades quilombolas”. E a UFPA mostrando-se que a educação é a chave para acesso ao combate a desigualdade, que todos/as quilombolas e indígenas são detetores de direitos através do PSE.

A Malungu também é grata aos movimentos que apoiaram a luta, em especial os indígenas que sofreram e sofre das mesmas dores, e a ADQ que faz a luta acontecer em defesa dos estudantes na UFPA.

A UFPA através da sua Assessoria de Comunicação Institucional diz que:“O Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da Universidade Federal do Pará (UFPA) aprovou, nesta terça-feira, 6 de julho, o edital do Processo Seletivo Especial para Indígenas e Quilombolas (PSE 2021-2). Serão abertas 336 vagas, sendo 168 para indígenas e 168 para quilombolas, em 84 ofertas de cursos em oito campi da UFPA. O edital será lançado no dia 9 de julho e as inscrições ocorrerão de 14 a 20 de julho de 2021. Não haverá pagamento de taxa de inscrição”.

“A seleção visa ao ingresso de indígenas e quilombolas em vagas destinadas a esse público ainda em 2021, apesar das dificuldades e limitações impostas pela pandemia. Como se trata de processo presencial, não foi possível prever a realização de provas no primeiro semestre, em decorrência da situação epidemiológica. “O processo seletivo contará com duas etapas: uma prova de redação em Língua Portuguesa e uma entrevista, ambas classificatórias e eliminatórias. As provas do PSE 2021-2 serão realizadas em Altamira e Belém (para candidatos/as indígenas) e em Abaetetuba, Altamira, Belém, Cametá e Soure (para candidatos/as quilombolas). A prova de redação está prevista para o dia 8 de agosto e as entrevistas ocorrerão de 9 a 11 de setembro de 2021”.

O ingresso dos(as) estudantes está previsto para o 3o Período Letivo de 2021 (PL3), com início das atividades no dia 14 de outubro.Inscrições – Para inscrição no PSE 2021-2, o(a) candidato(a) deverá comprovar seu pertencimento étnico na condição de indígena ou quilombola, sendo residente ou não em comunidade indígena (aldeia) ou comunidade quilombola (quilombo). As solicitações de inscrição serão on-line, pelo site do ceps.ufpa.br. No ato da inscrição, o(a) candidato(a) deverá indicar sua primeira opção de curso, podendo indicar também uma segunda opção entre os cursos oferecidos no PSE 2021-2. Quem não for aprovado(a) em sua primeira opção de curso e tiver indicado uma segunda opção concorrerá às vagas não preenchidas referentes a essa opção.

Candidatos(as) PcD devem informar, no momento da inscrição, em campo próprio, o tipo de atendimento compatível com a sua deficiência para a realização das provas. “Após a inscrição via sistema, os(as) candidatos(a) ainda deverão enviar, até as 18h do dia 20 de julho de 2021, para o e-mail ceps@ufpa.br, o boleto/comprovante de inscrição e a Declaração de Pertencimento Étnico (conforme orientações do edital).A documentação apresentada será analisada por uma comissão especial, composta por representantes de lideranças indígenas e quilombolas e docentes da UFPA. Não serão homologadas as inscrições de candidatos(as) que não apresentarem a documentação completa exigida. A publicação das inscrições homologadas ocorrerá até 27 de julho de 2021, no site do ceps.ufpa.br.”

Encontro de Formação de Professores e Professoras para atuar nas Comunidades quilombolas do Município de Mocajuba

O primeiro Encontro de Formação de Professores e Professoras para atuar nas Comunidades quilombolas do Município de Mocajuba. A atividade aconteceu no fim de semana passado, na Comunidade Quilombola de Uxizal. A Malungu vem lutando pela educação quilombola de qualidade no Estado do Pará.


A Malungu está junto na construção da diretrizes curriculares das Escolas Quilombolas no Município de Mocajuba. Segundo a Coordenadora de Articulação da Malungu Maria José Brito de Sousa diz que: “E muito importante para a comunidade quilombola e pra a MALUNGU porquê a escola do município de Mocajuba vai trabalhar no quilombo nas escolas”.

Foto: Domingos Flávio

#educaçãoquilombola

#Nenhumdireitosamenos

#quilombo

#Mulungu

Nós por nós: narrativas da covid-19 nos quilombos do Pará

Neste Dia Nacional do Cinema Brasileiro fizemos upload do filme documentário “Nós por nós: narrativas da covid-19 nos quilombos do Pará” no nosso canal do youtube.

Produzido pelo antropólogo Gabriel Baena, o filme resulta da parceria criada entre o Núcleo de Estudos Interdisciplinares em Sociedades Amazônicas (Sacaca/Ufopa) e a Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Pará (Malungu) para minimizar os impactos do novo coronavírus nos quilombos do estado.

Ele relata como os quilombolas vivenciaram os primeiros oito meses da pandemia e mostra nas estratégias utilizadas para o fortalecimento dessas populações no combate ao coronavírus.Para assistir acesse o canal do Sacaca no youtube.

https://youtu.be/vJIDZE4UO7o

#FilmeDocumentário

#NósporNós

#Malungu

#SACACA

#Pará

CANDIDATURA COLETIVA: ELEIÇÕES 2022

Movimento Quilombola elege as lideranças que o representará nas eleições de 2022 ao cargo de deputado estadual.

Movimento Quilombola do Pará elegeu as lideranças que o representará na candidatura coletiva ao parlamento estadual nas eleições de 2022.

As lideranças eleitas foram: DUNGA QUILOMBOLA (Quilombo Pitimandeua -Inhangapi), HILÁRIO MORAES (Quilombo Caldeirão – Salvaterra/Marajó), MARCIO NASCIMENTO (Quilombo Itancoã Miri – Acará), NOEMI BARBOSA (Quilombo Mangueiras – Salvaterra/Marajó) e VANUZA CARDOSO (Quilombo Abacatal – Ananindeua).

O grupo eleito será acrescido ainda da participação de uma liderança POTMA (Povos Tradicionais de Matriz Africana). Com efeito, teremos uma chapa formada por 05 lideranças quilombolas e 01 POTMA, que nos representará através da pretensa candidatura coletiva nas eleições de deputad@ estadual de 2022.O nome da liderança que encabeçará a chapa será eleito em Assembleia Geral do Coletivo UBUNTU em data ainda a ser definida.

Esse ideário de candidatura coletiva é fruto das discussões do Coletivo UBUNTU, criado por lideranças do movimento QUILOMBOLA e movimento POTMA em 13 de agosto de 2020 diante da urgente necessidade de organização política do movimento negro em geral, na tentativa de garantir representatividade na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, ou seja, com o intuito de garantir representatividade nos espaços de Poder onde são discutidos temas de ordem política que afetam a vida do nosso povo negro/quilombola. Daqui a 30 dias, o Movimento Quilombola se reunirá para eleger/referendar os nomes das lideranças que irão representá-lo na candidatura coletiva a deputado federal nas eleições de 2022.

https://web.facebook.com/groups/quilombolasdopara/permalink/4221483007946313/

Quilombolas do Pará Denunciam falta de Vacina.

Mesmo com direitos Quilombolas garantido, comunidades Quilombolas passam por dificuldades para tomar vacina contra covid-19 no Pará. Na reportagem pelo Brasil de Fato, explicita muito bem a situação que as comunidade Quilombolas passam .

Brasil de Fato

Boletim da Covid-19 nos quilombos do Pará

A Malungu e o Núcleo Sacaca/Ufopa divulgam o novo boletim da Covid-19 nos quilombos do Pará, com 1 novos casos confirmados, 6 novos casos suspeitos e 1 novo óbito provocados pela doença. Sem apoio de órgãos oficiais de saúde, este boletim depende exclusivamente de informações fornecidas diariamente pelas próprias comunidades quilombolas. Por favor, nos informe qualquer tipo de ocorrência relacionada à Covid-19 na sua comunidade para que possamos continuar exigindo políticas de saúde para a população quilombola. Atualização: 21/05/2021

Tel/whatsapp: (91) 99211-5822

#CompartilheInformação
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#vidasquilombolasımportam
#vidasnegrasimportam🖤
#vacinacãojá
#quilombolas
#malungu
#sacaca
#artigo19

Mulheres Quilombolas na luta por Direitos.

Plyts: Andrea


O Grupo Marias surgiu em 2009, no Quilombo de Muju Miri, com o objetivo de se ajudar mutuamente, nos mutirões para plantação de roças, nos roçados de açaizais das mulheres que são mães solo, já que os trabalhos deram certo, resolveram se organizar enquanto grupo. Tendo espaço dentro da associação.


A atuação do grupo hoje é trabalhando com artesanato, Com processamento de óleos, produção de doces, salgados. E as Marias estão presentes em todos os trabalhos do território, e em todas as decisões.
Neste período que a mais de um ano o Brasil foi afetados pela grave Crise Econômica e Epidemiológica, causada pelo Novo Coronavírus, que mantiveram os quilombolas em isolamento no seu território, o Grupo Maria resolveu se reinventar diante deste novo momento em que o mundo vive.
Se adaptando a novas formas, que todas as mulheres quilombolas possam participar deste momento, que exigem muita luta, de forma digital mantendo o distanciamento e participação através das nossas lives. Os parceiros, com o apoio de o Fundo Baobá, organizar o quiosque é fundamental para está nova forma de lutar como Quilombolas.

I Fórum da UFRA sobre Políticas Afirmativas de acesso e permanência para indígenas e quilombolas no Ensino Superior

De 27 a 29 de abril, a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) realiza o “I Fórum da Ufra sobre Políticas Afirmativas de acesso e permanência para indígenas e quilombolas no Ensino Superior”. Trata-se de um evento organizado para debater as construções acerca da implantação de processo seletivo especial na Ufra para esses povos.

A Comissão de Políticas Afirmativas de Acesso e Permanência de Estudantes Indígenas e Quilombolas no Ensino de Graduação da Ufra foi instituída em 15 de março deste ano e vem buscando refletir sobre as proposições em torno do acesso e permanência de forma dialogada com a comunidade ufrariana e os povos interessados, bem como com as universidades que já instituíram esse tipo de política no estado e outras UFs do país.

Diante da importância do debate e dos participantes que compõem a programação, a participação de professores, técnicos e discentes é de suma importância para o início dessas trocas coletivas. A comunidade externa, pesquisadores e sociedade em geral, podem participar e a inscrição é gratuita.
O fórum é uma realização do Núcleo de Educação e Diversidade na Amazônia (Nedam-UFRA), sendo organizado pela Comissão de Políticas Afirmativas para Indígenas e Quilombolas da Ufra.

Link para inscrição no evento: https://sigaa.ufra.edu.br/…/visualizacaoAcaoExtensao/1559

Quem nasce quilombola, morre quilombola!

Conquistamos a priorização das vacinas nesta primeira etapa e não abrimos mão de que todos os quilombolas sejam vacinados, mesmo aqueles que por algum motivo neste momento não esteja residindo no quilombo ou território quilombola, mais que mantem o vínculo com seu povo, «quem nasce quilombola, morre quilombola ».

Segue anexo a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a Arguição de Descumprimento de Preceitos Fundamentais –ADPF 742, ajuizada pela CONAQ.

#vacinaçãoja

#vírusnãoespera

#vacinaquilombolasja

#vidasquilombolasimportam

#todosquilombolavacinados

#Direitoshumanos

#ADPF742SEJACOMPRIDAJA

#quemnascequilombolamorrequilombola

Projeto de Extensão da UFPA em Parceria com a Malungu realizam ação conjunta em Comunidade Quilombola

Foto: Cristivan Alves – Registro na Comunidade Quilombola São Benedito- Município de Cametá

A Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Pará – MALUNGU e Universidade Federal do Pará- UFPA, através do programa de extensão, patrocinados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico- CNPQ. Realizaram ação de enfrentamento ao Novo Coronavírus no território de São Benedito, nas comunidades quilombolas: Moiraba, Bacuri, Arimandeua e Aripijó. Os dois movimentos sociais realizaram assistência médica nos dias 09 a 11 de abril.

Os Atendimento médico realizados são: Atendimento Laboratorial como Teste rápido para, ImuloglobulinaG -IGG e ImunoglobulinasM – IGM e teste para Antígeno que é o diagnóstico na hora para COVID19. Exames de glicemia, colesterol, triglicerídeos, urina e fezes se caso os médicos solicitarem.

Foto: Cristivan Alves – Registro na Comunidade Quilombola São Benedito- Município de Cametá

Equipe atuando com medicação para atendimento básico de: 04 médicxs, 04 biomedicxs, 02 técnicxs de Laboratório, 02 Enfermeirxs, 01 farmácia, a equipe atuou com a dinâmica de divisão das comunidades situada acima.

O projeto de extensão da UFPA já atendeu as comunidades indígenas, agora o programa atua com a parceria da MALUNGU nas comunidade Quilombola do Pará.

Prévia de quilombolas no estado Pará

No último dia 06 de abril, a Malungu encaminhou para a Secretária de Saúde do Pará – SESPA e a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas – CONAQ, um relatório prévio dos levantamentos populacionais de quilombolas e de comunidades quilombolas existente no Estado do Pará. Ao todo o documento registra 48 municípios totalizando 309 comunidades quilombolas; já encaminharam dados populacionais. Ainda faltam mais de 100 comunidades serem contabilizadas. O levantamento parcial totalizou 146.816 quilombolas. Ressalta-se a necessidade de contabilizar ainda os quilombolas residentes em Belém e outras cidades paraenses.

A pandemia causada pelo novo corona vírus, vem causando vários problemas nos territórios quilombolas da Amazônia paraense e acirrando centenas de situações indesejadas, que são historicamente vivenciadas pelas comunidades em toda região. Na maioria das vezes esses problemas são associados ao racismo estrutural reinante na sociedade brasileira, que afeta por exemplo, investimentos estratégicos para essas comunidades por parte do poder público. Ausência de informações sobre essa população, inexistência de dados populacionais, somados a falta de vontade política, vem dificultando a vida das famílias em todo o estado.

Como resposta à ausência de dados oficiais sobre a ocorrência de casos de covid 19 entre os quilombolas e dados da população, a Coordenação das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Pará – Malungu e o Núcleo de Estudos Interdisciplinares em Sociedades Amazônicas, Culturas e Ambientes da Universidade Federal do Oeste do Pará -Sacaca/UFOPA, vêm produzindo boletins epidemiológicos da Covid-19 desde a chegada da pandemia ao estado, em março/2020.

#Vacinaquilombolasjá
#vidasquilombolasimportam
#vacinasalva
#malungu
#vacina
#quilombolas
#conaq 

Sem garantias de políticas de públicas quilombolas enfrentam ansiedade, medo e angústias por falta de estratégias de enfrentamento da pandemia da covid-19 no Pará.

Foto: Cristivan Alves, na Quilombo Boa Vista do Ita, Santa Isabel

Por Malungu/Pa

            O Brasil está no segundo lugar, com casos diagnosticados e de mortes relacionadas a COVID- 19. Segundo os pesquisadores e organizações que acompanham a evolução da doença no país, a população negra é mais atingida, em relação a outros grupos, tanto no número de infectados, quanto no número de mortos. Questões logísticas e geográficas, somadas faltas de investimentos estruturais nas áreas de saneamento, saúde pública e educação podem estar associados aos problemas enfrentados por essas parcelas da sociedade.

            O medo é visível apresentado por quilombolas, onde sem assistência de saúde pública é em parte nenhuma, como afirma a liderança Quilombola do Cacoal, Sará Cardoso Rodrigues que: “A situação tá muito complicado, por não ter assistência alguma”.

            O Coordenador executivo da CONAQ na Região Norte e residente da Comunidade quilombola Guajará Miri, município de Acará, José Carlos Galiza, fala dos impactos econômico, Cultural e da saúde nos Quilombos do Pará, diz que “Se não bastasse a ausência de políticas fundamentais para sobrevivência das famílias quilombolas, causadas pelo descaso dos gestores públicos das três esferas governamentais. Os Quilombolas na tentativa de prevenir contra a covid-19, tiveram que deixar de produzir alimentos para sua subsistência, assim como para comercializar e adquirir outros produtos, não produzidos nas comunidades. Pois não foi possível mais a realizações dos tradicionais mutirões, causando um impacto muito grande na economia da referida população. Assim sendo o movimento quilombola se mobilizar em busca de parcerias que contribuam com ajuda humanitária, mais o que conseguimos até então não é o suficiente para amenizar a problemática da situação”.

            Apesar das lutas das organizações representativas, dessas comunidades, de todas as dificuldades enfrentadas pelos quilombolas, e do número de doente e mortos, são poucas as ações do estado brasileiro voltadas para os quilombolas no tange à covid -19. Por conta de todas essas situações a Coordenações das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Pará – MALUNGU e a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas – CONAQ, vem travando lutas nesse período sombrio da história do Brasil e do Estado do Pará, acirrados pela Pandemia da COVID- 19, agravado pela lentidão dos governos em apresentar soluções políticas capazes de diminuir os impactos da pandemia entre essa população.

            No Pará, acordo com Movimento Quilombola estadual, (Malungu) vem pressionando o governo estadual por adoção de medidas especificas para quilombolas nas áreas de saúde, assistência social, vacinação e outras necessidades ligadas a pandemia. A CONAQ vem acionando os órgãos e pressionando o governo federal por políticas em nível nacional, com foco na redução dos impactos sofridos pelas comunidades.

            Passado um ano do primeiro caso da doença no Brasil e nenhuma medida efetiva governamental para os quilombolas. A CONAQ e alguns partidos políticos, precisaram acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) com uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF, obrigou no dia 23 de fevereiro de 2021, o Estado brasileiro a desenvolver e efetivar o Plano Nacional de Enfrentamento à pandemia da Covid -19, voltado para proteção das comunidades em todo o país, prazo estipulado em 30 dias para ser cumprido.  

            Até o presente momento as ações do Governo Federal seguem com a mesma lentidão anterior a ADPF. Nem mesmo essa determinação da suprema corte, foi capaz de fazer que o Governo Federal dar celeridade para implementar ações voltadas para os quilombolas. A ADPF prevê Plano Nacional de Vacinação, que assim como as demais ações necessárias aos quilombolas, também está a um mês em espera por medidas céleres e efetivas para o enfretamento à COVID- 19.

            Conforme o art. 2º do Decreto nº 4.887, de 20 de novembro de 2003, “consideram-se remanescentes das comunidades quilombos, os grupos étnico-raciais, segundo critérios de auto-atribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida.”

            No Pará, acordo com a Malungu, são mais de quinhentas comunidades. Números   expressivos considerando a realidade geográfica e estrutural das estradas quilombolas, em mais de cinquenta municípios paraenses. Considerando que as vacinas disponibilizadas pelo governo federal no plano geral, já estão sendo disponibilizadas há dois meses. Nesse prazo apenas a comunidade Quilombola de Abacatal (Ananindeua), a comunidade Sucurijuquara (Belém), e no Território de Laodiceia, correspondendo 09 comunidades quilombolas, vacinação na São José do Patateua (Irituia), mas tiveram vacinadas ofertadas para todo o público indicado pelo fabricante.

            Nas demais comunidades quilombolas apenas algumas pessoas com idade acima de 60 anos conseguiram ser vacinadas. O estado vacinou apenas 3 comunidades, a cada sessenta dias como ocorreu as últimas ações de vacinação, serão necessários pelo menos 6 meses para que todos os quilombolas recebam apenas a primeira dose vacina. Por outra lado a ansiedade, os medos, as angústias dos quilombolas que vivem em plena vulnerabilidade vêm aumentando.

            A Malungu por meio de seu serviço de registrou autônomo de ocorrências de Covid 19. Já são mais de 2.300 infectados confirmados, mais de 6 mil sintomáticos sem confirmação, e milhares de quilombolas que sequer tiveram o direito a uma simples consulta médica.  O serviço registrou também dezenas de hospitalizações e 81 óbitos. Esse tipo de estratégia vem sendo adotado pelas comunidades quilombolas uma vez que o estado não possui qualquer serviço de registro ou de notificação de ocorrências de covid – 19 para os quilombolas.

#vacinaquilombolajá

#quilombo

#vidasquilombolasimportam

#vacinasalva

#malungu

Boletim da Covid-19 nos quilombos do Pará

A Malungu e o Núcleo Sacaca/Ufopa divulgam o novo boletim da Covid-19 nos quilombos do Pará, com 6 novos casos confirmados, 8 novos casos suspeitos e 1 novo óbito* provocados pela doença. Sem apoio de órgãos oficiais de saúde, este boletim depende exclusivamente de informações fornecidas diariamente pelas próprias comunidades quilombolas. Por favor, nos informe qualquer tipo de ocorrência relacionada à Covid-19 na sua comunidade para que possamos continuar exigindo políticas de saúde para a população quilombola. Última atualização do dia 29 de março 2021.

Tel/whatsapp: (91) 99211-5822

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#vacinacãojá
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A pandemia e os conflitos no território Jambuaçu, no Pará.

https://www.youtube.com/watch?v=CMi7oTfujx0https:/

Boletim da Covid-19 nos quilombos do Pará.

A Malungu e o Núcleo Sacaca/Ufopa divulgam o novo boletim da Covid-19 nos quilombos do Pará, com 5 novos casos confirmados, 6 novos casos suspeitos e 2 novos óbitos provocados pela doença. Sem apoio de órgãos oficiais de saúde, este boletim depende exclusivamente de informações fornecidas diariamente pelas próprias comunidades quilombolas. Por favor, nos informe qualquer tipo de ocorrência relacionada à Covid-19 na sua comunidade para que possamos continuar exigindo políticas de saúde para a população quilombola. Atualização: 24/03/2021.

Tel/whatsapp: (91) 99211-5822

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Monitoramento da Covid-19 nos quilombos do Pará.

Após quase um ano de intenso trabalho aplicado ao monitoramento da Covid-19 nos quilombos do Pará, que deveria ser realizado pelo Estado, a Malungu e o núcleo Sacaca/Ufopa seguem aperfeiçoando os métodos de coleta, organização e comunicação das informações que precisam chegar a nossas comunidades. Hoje lançamos um novo modelo de boletim, destacando o número de casos novos e casos acumulados. Com isso, queremos alertar as comunidades que os casos vêm aumentando diariamente e é preciso reforçar o cuidado com o povo quilombola.

Nossas anciãs resistemNotícias

            Neste breve texto vamos contar história de uma mulher que tem mais de um século de vida. Mantem firme força e resistência de nosso povo.

            A quilombola, Benedita Ramos Valadares, é a mais antiga da Comunidade Cacoal, Moju, Pará, Brasil, sua mãe já morta, Maria Antônia Valadares. Benedita nasceu no dia 25 de maio de 1911, tem 4 filhos; 3 homens e 1 mulher, 8 netos, 12 bisnetos e 3 tataranetos. Viúva a anos.

            Dona Benedita, Mulher, leva vida bem ativa, pela idade que tem, com 109 anos, ainda resisti fazendo suas poucas atividades que lhe permitido por causa da idade, tomou as duas doses da vacinada contra a Covid- 19, tem dificuldade de ver e ouvir. Gosta de acordar sedo, toma café da manhã, para visita as vizinhas mais próxima, ela mesmo faz questão de lavar suas roupas e ainda arrisca capinar o quintal, sempre presente nas reuniões da associação da comunidade, contando suas histórias de uma mulher que vive mais de um século. Para os quilombolas de sua comunidade “ela é um exemplo de força e resistência”.

Foto: liberada pela Família.
Imagem da Dona Benedita e sua Amiga no Quilombo do Cocoal

            Essa força era mostrada até uns três anos atrás, onde lavava roupa no Igarapé, o que deixava todos preocupados, ao ponto de não permiti sua ida ao igarapé, por causa do medo de sofrer acidentes. O que deixou aborrecida, certamente para dona Benedita ir ao igarapé não era somente lavar suas roupas, mas poder relembrar todos os momentos que viveu.

  Para nos quilombolas e muito importante registrarmos a existência de dona Benedita aos 109 anos, pessoas como ela raramente passam dos 80 principalmente pela falta de assistência, nunca temos acesso a nada principalmente a um atendimento a saúde.

            Os quilombolas de Cacoal, desde começo da Pandemia restringiram a entrada no território, medida de isolamento social, e a família de Benedita não recebia ninguém de fora da comunidade. Neste período de um ano ficou difícil controlar a visita dela para os amigos. No fim de janeiro Benedita saiu do Quilombo para fazer uma consulta e ficou esperando a vacina, na capital do estado Belém, no dia 27 de fevereiro retornou para a comunidade imunizada.

A Malungu e o Núcleo Sacaca – Ufopa divulgam novo boletim

A Malungu e o Núcleo Sacaca – Ufopa divulgam novo boletim de ocorrências de casos suspeitos, casos confirmados, pessoas hospitalizadas e óbitos, por COVID 19 entre os quilombolas do Pará. Atualização do dia 21. 03. 2021

Confirmamos mais 15 novos casos, 4 novos casos suspeitos sem assistência médica e 2 óbitos notificados hoje ocorrido em dias anteriores. Os dados constantes nos boletins, dependem do envio de informações diárias das comunidades. Pedimos que em caso de uma dessas ocorrências, as comunidades encaminhem a informação.

malungupara.wordpress.com/boletim-da-covid-19-no-quilombo/

Depois de Um Ano, Malungu estadual reúne

A coordenação executiva e coordenadores/as das regionais da MALUNGU, reuniu para debater problemas enfrentados pelas comunidades quilombolas. As demandas neste período de pandemia, criando mecanismo de luta nos quilombos. A reunião aconteceu no (15) fevereiro virtual pelo App Meet.

Os coordenadores/as fizeram os debates sobre as gestões das coordenações regionais e da executiva, neste período de pandemia. As ações com parceiros, atuação nas comunidade Quilombola do estado do Pará.

Depois de um ano de pandemia a Coordenação Estadual da MALUNGU, conseguiu se reunir, adaptando as novas normas deste período pademico de forma virtual para deliberar assuntos da pautas quilombolas. Na reunião chegou ao consenso de todos, que devem fazer uma assembleia virtual.

Vitória do Movimento da Educação do Campo e do Movimento Quilombola do Pará.

imagem de Prits

O Desembargador Luiz Gonzaga da Costa Neto considerou improcedente o ato da Secretaria Municipal de Educação de Inhangapi de fechamento de 19 escolas rurais, entre elas quatro escolas quilombolas. Sessão online do Julgamento do ato de fechamento das escolas quilombolas e do campo do município no Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Foi decretado nulo o ato de fechamento das escolas do campo e quilombolas de Inhangapi!

Durante o julgamento, os argumentos para justificar o ato ilegal do Município de Inhangapi se fundamentaram na Resolução N°. 485 de 15 de dezembro de 2009 do Conselho Estadual de Educação, justificando a ação de fechamento das escolas para a implantação do Programa de Nucleação vinculado ao Transporte Escolar no município.

Já os argumentos do Ministério Público do Estado do Pará e do TJE pautaram-se pela Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional e pela Convenção nº 169 da OIT, de 07 de junho de 1989 (Decreto nº 5.051/2004), que asseguram a escuta prévia e esclarecida dos povos tradicionais quanto às ações e políticas a serem implementadas em seus territórios.

Infelizmente, no caso de Inhangapi, como nos demais municípios em que as escolas das comunidades tradicionais e camponesas são recorrentemente fechadas no estado do Pará pelos gestores municiais e estaduais, inexistem laudos técnicos do Conselhos Estadual e dos Conselhos Municipais que evidenciem o impacto do fechamento sobre a vida dos estudantes e sobre a sustentabilidade das comunidades, conforme estabelece a legislação.

Essas comunidades nunca são ouvidas ou consultadas, mas sempre comunicadas quanto ao fechamento, com a justificativa assentada em resoluções de âmbito estadual ou municipal, que são formuladas em desacordo com o que estabelece a legislação nacional, sob a justificativa de promover a modernização do sistema educacional e a racionalização dos recursos educacionais.

O bem-estar da população que vive nessas comunidades, seus modos de vida, costumes, saberes de tradição ancestrais, interesses e necessidades, a sustentabilidade de seus territórios e territorialidades, e seus direitos já assegurados nas legislações vigentes, terminam sendo desrespeitados e violados pela visão urbanocêntrica que orienta as práticas dos gestores públicos e agentes de controle das políticas educacionais.

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