Quem somos

A Malungu é a organização das comunidades quilombolas do estado no Pará e surge como um dos desdobramentos da luta travada por mulheres e homens quilombolas que desde o final da década de 1980 exigem a garantia de seus direitos territoriais reconhecidos na Constituição Federal Brasileira de 1988.  A organização estadual dos quilombolas teve início em novembro de 1999 no município de Santarém, localizado na região paraense do Baixo Amazonas, quando foi criada, naquele momento ainda em caráter provisório, a coordenação em nível estadual de representação das comunidades remanescentes de quilombos. Em março de 2004, a Coordenação Estadual das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Pará – MALUNGU – foi oficialmente fundada enquanto instituição sem fins lucrativos e econômicos que representa as comunidades quilombolas do estado do Pará.

A Malungu se orienta independente de partidos políticos e de órgãos governamentais. Organicamente gerido por lideranças quilombolas, é importante ressaltar que por nascer da trajetória de luta de homens e mulheres quilombolas em defesa dos seus direitos, a Malungu torna-se o espaço democrático e participativo que as comunidades quilombolas construíram coletivamente para garantir seus direitos nas esferas governamentais municipal, estadual e federal, bem como para reafirmar a sua cultura e modo de vida junto à sociedade. Norteia-se por objetivos que visam à garantia do modo de vida, dos direitos e de condições equânimes para as comunidades quilombolas no Pará, na Amazônia e no Brasil.

A articulação das Comunidades Quilombolas se faz necessária porque o Estado Brasileiro tem uma divida social e histórica com este segmento que ao longo de décadas vêm sendo alijados de seus direitos como cidadãos, sofrendo toda sorte de desrespeito e de violência resultantes da ausência de políticas de estado que consigam concretamente garantir-lhes condições e oportunidades básicas de vivenciar plenamente seus direitos. Apesar da conquista formal de seus direitos e de alguns poucos avanços na legislação brasileira, na prática cotidiana as comunidades quilombolas continuam sendo massacradas pelas desigualdades e injustiças sociais e ambientais deste país.

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